Arquivo de tag Inovação

porAdilson Martins

Boa notícia: vai sobrar oportunidades! “Má” notícia: só para quem estiver preparado!

            A mentalidade de escassez faz com que, naturalmente, sejamos pessimistas com relação ao mercado de trabalho e o advento de novas tecnologias. Também colocar a minha opinião, não convencerá alguém do contrário, por isso, vamos analisar: a desnutrição, custo de transportes aeroviários, Internet e, principalmente, a qualidade de vida e longevidade aumentaram significativamente nos últimos 100 anos.

            A chegada de novos conceitos de inovação tecnológica sequer chegou a todas as categorias profissionais brasileiras. Parte culpa de nossa cultura comodista de esperar as coisas acontecerem para então “correr atrás” e ver o que pode ser feito é a explicação para este insucesso. Parte da mentalidade da escassez de que, a tecnologia vai tirar o meu emprego, faz com que o profissional acomodado torne-se inanimado e inerte para as mudanças, transformações, aprendizagem e foco no futuro, tornam-se verdadeiros muros de lamentação, reclamando dia e noite, de fazer inveja ao personagem Hardy do desenho animado “Lippy e Hardy” (Hanna & Barbera).

            Todos sempre querem saber o segredo, mas quando descoberto permanecem inertes, como se o conhecimento do que vai acontecer bastasse para que “as coisas” acontecem ao seu entorno.

            O segredo é: desenvolvimento, aprendizagem, capacitação e foco nas mudanças que predizem o futuro próximo. Traduzindo em miúdos: quais as novas tecnologias estão envolvidas com a minha profissão? O que devo aprender para usar, operar e desfrutar dessas novas tecnologias? Quais os resultados dessas mudanças em minha área profissional? E, finalmente: a minha profissão sobreviverá à mudança tecnológica ou devo aperfeiçoar-me e migrar para outra que contará com a tecnologia como aliada?

            As respostas para as perguntas acima fazem parte do pacote de receita para o profissional contemporâneo. Desde a primeira Revolução Industrial houve migração profissional, ou seja, profissões nasceram, profissões acabaram. Agora não será diferente, mas com uma importante observação: precisaremos aprender a trabalhar mais com o cérebro do que com os braços.

            Por incrível que pareça, este “sacrifício” cerebral não é atividade comportamental para todos. Fazer serviços duros, braçais e que exijam força para cansar o corpo ainda é preferência de muita gente, mas é aí que mora a má notícia: haverá robô fazendo este trabalho em breve. Portanto, o raciocínio lógico é premente: desenvolver o cérebro, melhorar as nossas relações interpessoais, sermos mais criativos e comunicativos irão permitir a sobrevivência no mercado de trabalho por mais algum tempo.

            E aí: quem está afim de encarar este bom desafio?