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porAdilson Martins

A dificuldade em olhar para dentro de si!

Desde o nosso nascimento somos tocados pela curiosa fantasia do mundo exterior. Crescemos, estudamos e vivemos tentando compreender a imensidão de variedades, formas, cheiros e comportamentos que nos cerca. Uma odisseia em busca da compreensão de como as pessoas se comportam.

Para encontrar as melhores respostas, essa busca é uma experiência que não deve ser realizada de fora para dentro de nosso entendimento. Mas, de dentro para fora. Vamos explicar, calma…

Se você quiser compreender as demais pessoas, necessita compreender-se primeiro, entender quais são as suas virtudes, valores e forças que determinam o seu ser, quem faz de você o que você é hoje. As pessoas que não encontram essas âncoras, despencam no isolamento, solidão e encontram um poço profundo chamado depressão. Conhecer-se, inclusive nas suas limitações, desafios e saber com quem contar para enfrentá-los é o primeiro passo.

Estes saberes não são do século XXI. São milenares e para justificar este artigo, citaremos Sócrates que afirma: “conhece-te a ti mesmo e conhecereis o universo e aos deuses”. Mas, se você preferir uma palavra mais teológica, transcrita da Bíblia Sagrada, em Mateus 7:4-5 que diz “E como podes dizer a teu irmão: Permite-me remover o cisco do teu olho, quando há uma viga no teu? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho, e então poderás ver com clareza para tirar o cisco do olho de teu irmão.”

Às afirmativas do parágrafo anterior, colaboram na resposta ao que estamos fazendo neste mundo: nos lapidando para tornarmos uma criatura melhor, semelhante ao criador, não em aparência, mas em retidão, caráter e amor.

Amar ao próximo é antes de tudo, amar a si próprio. Não é possível querer oferecer às pessoas aquilo que você não tem! Aprenda com a lição da norma aeronáutica: se ocorrer despressurização, cairão máscaras de oxigênio. Coloque-a primeiro em você e depois ajude a pessoa que está ao seu lado. Faça o contrário e você colocará a vida de ambos em perigo.

Tão importante quanto conhecer quais são os seus pontos a serem desenvolvidos é ter a humildade em querer desenvolvê-los. Aceitar que é preciso melhorar, mudar e buscar a evolução. Também é verdade quanto aos pontos fortes: não tenha vergonha, potencialize-os e faça dos seus talentos a alavança que o levará ao sucesso.

Quanto mais olhamos para dentro de nós, buscamos na autoconsciência as respostas de nossos problemas, meditamos, oramos e encontramos o autocontrole, mais força teremos para vencer os desafios externos. No entanto, a recíproca não é verdadeira. A felicidade do mundo é passageira e traz alegria passageira. A duradoura mesmo, permanece viva e queimando dentro de cada um que a vivenciou intensamente.

Comprovadamente: dinheiro não traz felicidade! Mas é claro que ajuda a conquistar bastante coisa para nos fazer feliz. Todavia, repito: se esta felicidade não se fizer de dentro para fora, não haverá dinheiro no mundo que lhe traga a alegria almejada. Por isso, valorize os momentos com quem ama, elogie francamente, perdoe-se mais, observe os detalhes que a natureza oferece gratuitamente, não coma apenas para satisfazer uma necessidade fisiológica, mas procure saborear o alimento, seu tempo, aroma e paladar único.

Deus não poderia ter encontrado outro lugar no mundo para fazer morada: distante de tudo e todos que não sabem o caminho para encontrá-lo, mas perto o suficiente para viver conosco o dia a dia e nos tornar a sua imagem e semelhança: abra o coração e encontre-o, junto com a sua felicidade e as suas realizações. Aí estará a sua inteligência intrapessoal.

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porAdilson Martins

Habilidades dos profissionais do futuro

Muito se fala, mas pouco objetivo são os textos encontrados hoje pela Internet, a respeito do futuro profissional.
Analisando as inteligências múltiplas de Howard Gardner, percebemos claramente que a informática, robótica e automação estão tomando conta de nosso espaço (ou seria nós que estamos permitindo essa tomada?).
De todas as 7 principais inteligências (Matemática, Linguística, Espacial, Musical, Psico-Motora, interpessoal e intrapessoal), apenas a interpessoal e intrapessoal “ainda” não sofrem com a modernidade tecnológica, de maneira direta.
Logo, ter consciência de que o sistema computacional é mais eficiente nas demais inteligências, nos dá um ganho para utilizar este sistema a nosso favor, inclusive com o investimento de mais tempo naquelas onde o ser humano ainda pode reinar: pessoas!
Agregando a este conhecimento as habilidades futuras (interpessoal e intrapessoal), destacamos a intrapessoal (autoconhecimento e autocontrole) como a base para o desenvolvimento das demais inteligências. Afinal, quem não se conhece, dificilmente conseguirá interagir de maneira eficaz com o mundo exterior.
Perceba ainda que, muitos “gênios” e profissionais diferenciados em diversas áreas possuem grandes lacunas existenciais quanto ao relacionamento intrapessoal (trabalho em equipe) ou aceitação de seus próprios defeitos. Afirmo ainda que muitas pessoas desconhecem o seu verdadeiro potencial e as suas reais qualidades pessoais e profissionais.
Portanto, agregado às inteligências intrínsecas ao ser humano (repito, por enquanto), destacamos ao profissional do futuro outras duas características essenciais: criatividade e informática.
Criatividade: o ser humano é o único capaz de conceber ideias e delas transformar em realidade aquilo que fora pensado. Seja para melhorar um produto, serviço ou processo, ou até mesmo para criar algo antes nunca utilizado – veja o exemplo do Smartphone, que há algum tempo não existia e hoje é quase uma extensão do corpo humano. Assim, podemos afirmar que todos nós somos criativos, pois pensamos, logo conseguimos imaginar. A dificuldade dos profissionais está em transformar este pensamento criativo em algo real, ou seja, inovar, fazer nascer em nosso mundo concreto o que fora abstratamente desenvolvido.
Informática: muito além do que navegar na internet, saber utilizar as redes sociais ou operar o pacote Office de um sistema, a informática exigirá do profissional do futuro conhecimentos básicos de programação, processamento e análise de resultados. Segundo a Code.org – instituição sem fins lucrativos, a expectativa é que em 2020 haverá uma demanda de 1,4 milhão de novos programadores, no entanto, apenas 400 mil estarão formados até então. Logo, em conta rápida, teremos apenas nos Estados Unidos mais de 1 milhão de vagas em aberto para esta área. E no Brasil? Provavelmente ainda mais, pois a formação de programadores é mais lenta e voltadas para jogos e fins menos industriais.
Dica dada! Agora, antes de precisar #correratrás, desenvolva estas habilidades e coloque-as em prática, se quiser ser um profissional com potencialidades empregatícias a médio prazo.

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