Será que ainda somos Fariseus?

porAdilson Martins

Será que ainda somos Fariseus?

Durante a vida de Jesus e na época da sua execução, os fariseus eram apenas um dos diversos grupos de judeus, juntamente com os saduceus, os zelotes e os essênios. Em muitas ocasiões, Jesus teceu críticas pelo método de professar a fé dos Fariseus, pois doavam apenas o que lhes sobrava, ordenavam ações e não realizavam-nas para dar o exemplo e faziam longas orações com o intuito de locupletarem-se de viúvas e famílias da época.
Em diversas obras (O Monge e o Executivo – Como se tornar um Líder Servidor – Liderando pelo Exemplo), observamos apontamentos para o que entende-se como o “certo” na questão contemporânea. Palestras, aulas e coaching apontam para o mesmo caminho: frases, citações e versículos tornam-se mantras do cotidiano, muitos até tatuados literalmente na pele para eternizar a mensagem de humildade. Tudo muito lindo!
Mas, a pergunta do tema: será que estamos FAZENDO tudo aquilo que FALAMOS?
Além de afirmar que essa frase é o princípio da INTEGRIDADE, podemos trazer para o meio acadêmico e afirmar que, de nada vale a proclamação do CONHECIMENTO e demonstração das HABILIDADES, se não colocamos em prática e demonstramos através de nossas ATITUDES tudo aquilo que acreditamos.
Imaginem-se assistindo à melhor palestra de sua vida sobre como deixar de fumar. Você se sente decidido a deixar o tabaco pelas palavras e imagens apresentadas, todavia, no final do encontro você resolve pedir um autógrafo particular no estacionamento ao Palestrante e descobre num flagrante que ele fuma! Existe relação entre a teoria e a prática? E todas aquelas palavras belas e edificantes?
Na atualidade é muito bonito e polido falar sobre mudanças comportamentais, tolerância, aprender com a quarentena, isolamento, sermos pró-ativos, etc, etc. Porém, como detentores desse discurso, precisamos colocar em prática para que todo esse conjunto de conceitos e padrões façam sentido.
Está aí uma forma de mudança cultural de um povo: quando deixarmos de reclamar, falar mal de nosso país, de nossa cidade, de nossa escola, nossa casa e começarmos a FAZER acontecer através de exemplos de retidão. A maturidade permitirá deixarmos de lado a falácia da vil PERSONALIDADE para que as pessoas conheçam o nosso CARÁTER, sem medo que apontem o dedo e digam inverdades, afinal, a coerência entre o exemplo, ações e as palavras é que definiu para nós quem hoje é a figura de Jesus. Controverso (para a época), mas destemido e admirado, Jesus é exemplo de liderança pelo o que fala e faz. Será que somos dignos de ser seus seguidores pecadores cristãos, sabendo de tudo isso e não partindo para a mudança de comportamento e atitudes? Mesmo assim, SABENDO disso, continuaremos Fariseus?

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