O Brasil tem solução?!

Acreditar que um país como o Brasil não tem solução, é como se especulasse que o homem jamais dominasse o fogo.

Nossa nação é considerada jovem diante de milenares culturas mundiais como a China, Japão e nações europeias. Conseguimos incorporar, inclusive, conhecimentos diversos, gestando multiculturas que vivem em harmonia religiosa. Somos exemplos de solidariedade e amparo aos nossos próximos quando somos chamados à causa – e mesmo assim ainda existem os que tiram proveito nesta hora.

O problema é que este “adolescente”, chamado Brasil, está passando por seu maior momento de mudança: a maturidade! Esta puberdade tem feito do nosso “moço”, um ser de imprudentes ações, repetidamente errôneas. Não consegue olhar para os anciãos (países mais velhos) e aprender com os erros deles.

Sempre foram consideradas “normais” as atrocidades políticas, falcatruas e a crença proclamada de que cadeia é para pobre, prostituta e preto. Essa generalidade já não funciona mais: apesar dos erros “humanos”, tivemos um Presidente do Supremo Tribunal Federal negro, diversos empresários e políticos endinheirados atrás das grades e a corrupção, até então escondida sob os tapetes dos gabinetes, agora aflorado em jornais, revistas e telejornais diariamente. A prostituta da indecência está sendo apedrejada e, basta um comunicado à noite na TV para que haja manifestação no dia seguinte em fronte às sedes dos Poderes constituídos.

O Brasil, apesar de sua conturbação interna e seus conflitos psico-sociais, ainda consegue estar na posição 9ª do Ranking das nações com maior PIB (Produto Interno Bruto) mundial em 2016, mesmo porque estava em 7ª colocação, depois que a Itália e Índia ultrapassaram o nosso país, pelo crescimento constante e saída da crise internacional.

Temos as maiores reservas de água “doce” do mundo: Aquífero Guarany e o recém descoberto Alter do Chão. O Brasil possui mais de 58 milhões de toneladas de reserva do Grafeno, um mineral que revolucionará a tecnologia mundial, mas exploramos muito pouco para a indústria, enquanto a China possui 53 milhões e está em pleno desempenho produtivo e industrial. Se você acha pouco, o Brasil possui 98% do Nióbio (um mineral de alta condutividade elétrica, utilizada na indústria automobilística, naval, aeroespacial e dezenas de outras), que exporta a preço de banana e importa em produtos industrializados com alto valor comercial agregado. Isso é ser muito rico, não é verdade?

Além de todos estes benefícios, estamos sobre uma placa tectônica que não oferece danos causados por terremotos, uma costa marítima em ampla atividade de extração petrolífera, frutos do mar e alto faturamento com a indústria do turismo por suas praias exuberantes, procuradas por europeus, americanos e asiáticos.

O Brasil é líder mundial na produção e exportação de laranjas, soja, carne bovina e hortifrutigranjeiros, além dos artesanatos indígenas, marajoaras, tribais e barrocos – extremamente valorizados na Europa e Ásia. Todos os dias são desperdiçadas 348 mil toneladas de verduras, frutas e legumes, de acordo com dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) na América Latina, mais de 80% desta quantidade só no Brasil. Ou seja, apesar da abundância, não era para existir fome num país que joga comida no lixo.

Isso sem contar a Embrapa, uma das maiores instituições de pesquisa agropecuária do mundo, que, só não conquista maiores resultados e benefícios para o campo, por falta de investimentos federais. Traduzindo: a pesquisa – de maneira geral, não é levada a sério num país que “gasta” com outros itens ao invés de investir na educação e tecnologia.

Agora, quer saber mesmo o que falta para tornarmos uma nação ímpar, de primeiro mundo?: parar de apontar para os erros dos outros, dos problemas dos outros e principalmente para os irmãos ricos europeus, americanos e árabes e olhar para a riqueza nacional. Deixar as corrupções intrínsecas de ultrapassar o sinal vermelho, colar na prova, subornar o policial, criar recibos falsos para o Imposto de Renda, não pedir Nota Fiscal nas compras, enfim: parar de criar políticos corruptos que nascem dentro de nós diariamente. Parafraseando o grande mestre Mário Sérgio Cortella: “a ocasião não faz o ladrão, apenas o revela”, ou seja, não é a política que causa a ladroagem que conhecemos, mas apenas revela o mau caráter que adentrou àquela instituição representativa. Se há uma tartaruga em cima do poste, o problema não é a tartaruga no poste em si, mas QUEM a colocou lá, esta é a pergunta!

O povo brasileiro não precisa esperar o salvador da pátria para resolver todos os nossos problemas. Precisa cultivar dentro de si este ser de responsabilidade, de descoberta, que o bom caráter é intrínseco – não dá para exigir do outro aquilo que não somos. Quem foram os últimos vereadores e deputados que votamos, será quem vem à nossa mente agora?

Precisamos parar de cobrar e fazer a nossa parte. É preciso “tirar a grade da frente dos nossos olhos para enxergar o cisco no olho do semelhante”. A mania de apontar os erros alheios, é por si só, um ato de desrespeito, de deslealdade e de insignificância (no sentido de significar mesmo). Geraldo Vandré, autor de “Pra não dizer que não falei das flores”, continua atual: “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer…”

Se não existe ser humano perfeito, sabemos, pelo menos, que devemos buscar esta perfeição, sendo mais civilizado, humano e parecido com o Pai – para àqueles que ainda creem que Deus é o nosso criador. Cure a si mesmo, e todo o lado de fora ficará são!

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