Indústria 4.0 – A revolução que começa por você!

porAdilson Martins

Indústria 4.0 – A revolução que começa por você!

Apesar da Quarta Revolução Industrial ter, conceitualmente, surgido na Alemanha e apontar para a integração tecnológica dos bens ativos, a máxima de que para a operacionalidade das máquinas o ser humano sempre precisará “apertar um botão”, permanece uma verdade. A implementação da tecnologia nesta nova era, que sai da Informática para a Informação, apenas fecha o ciclo que iniciou-se na terceira revolução em 1969, quando surgiram as máquinas capazes de processar informações, realizar cálculos e apresentar graficamente resultados em tempo recorde. O problema que é, de maneira geral, nos acostumamos a não sermos mais os protagonistas e permitir que a tecnologia tomasse a “nova cara” das gerações seguintes.


Bom, chegamos à quarta edição desta odisseia, que acreditem, está longe de acabar. Permitir que computadores substituam a força humana em tarefas repetitivas e cansativas, esperar por mais comodidade, segurança e qualidade de vida são discursos perfeitos, cujos efeitos danosos podem estar obscuros àqueles que não acompanham a evolução tecnológica e assistem de camarote (aplaudindo inclusive), todo este movimentar, sem conseguir compreender o andar da carruagem.
Resumindo: a passividade em ver a banda passar pode custar caro à nossa carreira e ser determinante para o posicionamento estratégico de algumas empresas a médio prazo, afinal, organizações são compostas de pessoas pensantes que utilizam-se da tecnologia para alcançar algum patamar. Esta semana a Revista Exame publicou que a língua inglesa não é mais requisito para alavancar uma posição de emprego. Da mesma forma, operar o sistema operacional Microsoft Windows apenas e conhecer o básico do pacote Office (Word, PowerPoint e Excel), já não é diferencial também. O mundo muda e o impensável para a ser cogitado, como por exemplo: Microsoft lançar um sistema para trabalho na Internet das Coisas (Indústria 4.0), todo desenvolvido em Linux. Paradigmas são quebrados, o pensar tornar-se dinâmico e acompanhar esta evolução torna-se uma necessidade de sobrevivência profissional.
Repito: algumas pessoas estão hipnotizadas com estas mudanças divulgadas pela mídia e totalmente inertes, esperando a mudança chegar para ver o que fazer: não vai dar tempo! Conforme já publicado em outro artigo, o momento é de cercar na frente, autodesenvolver-se, explorar a Internet como ferramenta de aprendizagem contínua, evitar o desperdício de tempo, galgar, mesmo que lentamente, enquanto outros estão parados. É preciso pagar o preço para sobreviver à nova onda de mudanças, para não começar a receber ordem de robôs com inteligência artificial.
Então, a principal pergunta deverá ser: qual o meu potencial, baseado nele qual o norte a ser tomado, quais os diferenciais a serem agregados ao meu perfil para sobreviver a estas mudanças?
Em 2013, quando conheci pela primeira vez o termo “Indústria 4.0” pensava que era um modismo. Em plena audácia verbal, perguntei ao CEO da empresa que nos acolhia: “Qual o objetivo estratégico da Alemanha em desenvolver este novo conceito de evolução tecnológica?”. Sei que eu devia ter ficado quieto, mas a resposta do CEO foi enfática: “Para países como o Brasil, utilizarem a nossa tecnologia como mão de obra”.
E aí? Qual o seu posicionamento estratégico profissional nesta onda? Vai esperar chegar para ver no que vai dar? Pode ser que não dê mais tempo…

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