Arquivo anual 2019

porAdilson Martins

O ciclo da VIDA!

Muitas pessoas ainda se emocionam com o remake do “O Rei Leão”, e é de emocionar mesmo. Mas, não conseguem refletir que o ciclo da vida é uma constante, diante das inúmeras variáveis que a vida nos impele. Não adianta, esse ciclo é contínuo.

Aos 33 anos de idade ousei escrever algumas linhas que resultaram numa pequena obra literária, cujo título “Amálgama Divina” convida o leitor a compreender nada mais que o ciclo da vida, o alinhamento com Deus e, afinal de contas, o que estamos fazendo neste planeta cuja nossa vida é falível.

Para àqueles que acreditam num ente Superior e Criador, somos agraciados com a oportunidade de nos lapidar, tiras as escórias da inveja, maldade e todos os demais adjetivos negativos que maculam o espírito que justificam a aparência e semelhança de nosso Criador Celeste. Dentro deste ciclo, assim como em “O Rei Leão”, da Disney, buscamos em nossa família o melhor de nosso aprendizado, encontrando amizades sinceras e descobrindo que nem todos comungam do mesmo pensamento, objetivo e ideais.

Somos falíveis, mas não imaginamos que haja um fim. E realmente não há!

O planeta já existia quando chegamos, pegamos praticamente tudo pronto, ajudamos no seu desenvolvimento e quando encerramos a nossa jornada, esperamos que aqueles que ficam continuem o ciclo de melhoria. Mas, afinal de contas, quando terminamos a nossa jornada aqui, para onde vamos?

Não há razão alguma para que essa jornada tenha fim, apesar de ter tido começo. Ela continua, em outra instância, agora austral, espiritual e cheia de conforto em outro plano que não há mais ciclos, mas eternidade de paz e alegria. Como ter tanta certeza? Se existe uma vida inteligente que nos Criou e nos mantém vivos dotados de inteligência, essa vida não quer que este ciclo seja finalizado aqui, mas evoluído para que o Universo continue a expansão, com energia limpa, pura e mais próximo à imagem e semelhança de quem a gerou.

Por isso, lembremos de nossa responsabilidade em manter o ciclo: é o momento de rever os nossos conceitos e darmos o nosso melhor àqueles que deram o melhor por nós, ou seja, a nossa família, em especial os nossos pais. Não apenas presentes, abraços e beijos nos dias festivos que demonstrarão totalmente este carinho, mas na amabilidade diária, de saber que os valores transferidos foram frutificados e que entendemos o sentido deste ciclo, afinal, todos nós, presentes e ausentes, um dia vamos nos reencontrar.

Que tal facilitar as coisas e fazer o que DEVE ser feito enquanto há tempo? A ampulheta já aponta o entardecer. Profecias, sociedade e cosmos sinalizam que logo ocorrerão profundas mudanças e quem não tiver colaborado para lapidar a si mesmo, permanecerá pedra bruta que não adornará o reino prometido, mas ficará como base escondida, sem o desfrutar da colheita do novo e final ciclo da vida.

O que representa este texto? Filosofia da vida de quem encontra nas palavras uma forma de demonstrar a sua fé em Deus e o amor em sua família, especialmente em seus pais.

porAdilson Martins

Falta de empatia: a frieza do caos contemporâneo

Nos idos tempos do ano 2001, o Jornalista Gilberto Dimenstein afirmara que o mal do século era o excesso de informações recebidas pelo ser humano. E não é que este “mal” cresceu mais?Receber uma batelada de informações, sem saber escolher dentre o universo frutífero de escritores, pensadores e pseudojornalistas que possuem o dom de transformar pesadelos da ficção em caos contemporâneo real ou maximizar uma “tempestade que inunda os copos d’água” das redações brasileiras, é tarefa árdua para quem ainda se arrisca a ler editoriais e/ou notícias de capa nos periódicos nacionais.Sabiamente, Mário Sérgio Cortella, professor, filósofo, palestrante e digno de alguns dezenas de adjetivos, declarou que diante o conceito de “navegar”, ou seja, buscar por novas terras, novos povos e novas culturas, hoje sinônimo de realizar buscas pela Internet, o ser humano acaba por “naufragar”, diante o mar de informações, sem saber quais terras, quais povos e quais culturas investigar para tornar essa informação, de fato, em conhecimento.Incrível como o lançamento de livros didáticos e literaturas fantásticas causam o fechamento de gigantes da indústria livreira, tornando à opção de sobrevivência o fornecimento de arquivos para leitores digitais (Kindles) ou ainda comércio pormenorizado financeiramente de PDFs para base de “copia e cola” dos espertos compositores de trabalhos acadêmicos/escolares. Mas, os sábios leitores ainda valorizam uma boa obra impressa, saboreando desde o cheio do papel, ao virar de uma página para inserção do marcador de leitura.O pior, é que este excesso de informação, não consegue gerar o conhecimento necessário na escala de aprendizagem (Nonaka e Takeushi), quiçá beirar à nobreza da sabedoria, que é colocar em prática o conhecimento a melhorar a vida de seu entorno social, escolar e familiar. Seria o mesmo que saber tanto que voltamos a descobrir que não sabemos nada? Espero que não seja bem assim! Lamentável ver alunos saindo da escola aos gritos, empurrando colegas e bradando palavras que no meu tempo eram (e ainda hoje é) abominareis, sem que as informações lhe formassem o conhecimento necessário para comportar-se como ser humano, como ser civilizado, como um ser evoluído.Um desafio se avizinha – silenciosamente: a Quarta Revolução Industrial. Com ela, a Inteligência Artificial promete transformar esses dados em informações úteis para tomada de decisão e num tom de submissão, o “conhecimento das máquinas” tornará o homem o seu seguidor-dependente se o homo-sapiens não aprender logo a interagir com a sua maior riqueza: a empatia – sentimento nobre de relacionamento interpessoal e intrapessoal (GARDNER, 1983).A frieza vista em noticiários sobre mortes, acidentes, catástrofes ou involução humana torna-se paisagem aos olhares urbanos, cheios de informação e vazios de empatia. Não há mais cultura de sentimento para refletir na simpatia, borbulham-se na antipatia, as pessoas passam a achar tudo chato, em meio a tantas opções, porque não sabem o que buscar, daí o naufrágio em sua psique, a perda de agentes motivadores internos e o pensamento de que “esse mundo não tem mais jeito”. Esta piscina de depressão está cheia de apatia, mas muito preferem afogar-se a alcançar a boia do amor, da compreensão, da tolerância, da paciência.Para sobreviver a este caos e potencializar as oportunidades pessoais e profissionais é preciso virar a chave do conhecimento intrapessoal, compreender o que há por trás da existência humana e saber posicionar-se para pescar a imensa torrente de conveniências que ainda existam e estão por vir. Como? Não achando tudo normal, sendo incansável na busca do conhecimento, pesquisa e acima de tudo, acreditar que o processo de lapidação do caráter humano é a razão maior de entregarmos ao nosso ente Criador, um espírito bem melhor daquele que foi concebido para evoluir, destacando-se frente ao tsunami de informações contemporâneas, sabendo extrair o néctar do saber e não sendo mais um na multidão a reclamar. A empatia é e será o poder diferenciador dos seres humanos que ainda acreditam que é possível existir felicidade neste mundo e harmonia entre os seres.

porAdilson Martins

A dificuldade em olhar para dentro de si!

Desde o nosso nascimento somos tocados pela curiosa fantasia do mundo exterior. Crescemos, estudamos e vivemos tentando compreender a imensidão de variedades, formas, cheiros e comportamentos que nos cerca. Uma odisseia em busca da compreensão de como as pessoas se comportam.

Para encontrar as melhores respostas, essa busca é uma experiência que não deve ser realizada de fora para dentro de nosso entendimento. Mas, de dentro para fora. Vamos explicar, calma…

Se você quiser compreender as demais pessoas, necessita compreender-se primeiro, entender quais são as suas virtudes, valores e forças que determinam o seu ser, quem faz de você o que você é hoje. As pessoas que não encontram essas âncoras, despencam no isolamento, solidão e encontram um poço profundo chamado depressão. Conhecer-se, inclusive nas suas limitações, desafios e saber com quem contar para enfrentá-los é o primeiro passo.

Estes saberes não são do século XXI. São milenares e para justificar este artigo, citaremos Sócrates que afirma: “conhece-te a ti mesmo e conhecereis o universo e aos deuses”. Mas, se você preferir uma palavra mais teológica, transcrita da Bíblia Sagrada, em Mateus 7:4-5 que diz “E como podes dizer a teu irmão: Permite-me remover o cisco do teu olho, quando há uma viga no teu? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho, e então poderás ver com clareza para tirar o cisco do olho de teu irmão.”

Às afirmativas do parágrafo anterior, colaboram na resposta ao que estamos fazendo neste mundo: nos lapidando para tornarmos uma criatura melhor, semelhante ao criador, não em aparência, mas em retidão, caráter e amor.

Amar ao próximo é antes de tudo, amar a si próprio. Não é possível querer oferecer às pessoas aquilo que você não tem! Aprenda com a lição da norma aeronáutica: se ocorrer despressurização, cairão máscaras de oxigênio. Coloque-a primeiro em você e depois ajude a pessoa que está ao seu lado. Faça o contrário e você colocará a vida de ambos em perigo.

Tão importante quanto conhecer quais são os seus pontos a serem desenvolvidos é ter a humildade em querer desenvolvê-los. Aceitar que é preciso melhorar, mudar e buscar a evolução. Também é verdade quanto aos pontos fortes: não tenha vergonha, potencialize-os e faça dos seus talentos a alavança que o levará ao sucesso.

Quanto mais olhamos para dentro de nós, buscamos na autoconsciência as respostas de nossos problemas, meditamos, oramos e encontramos o autocontrole, mais força teremos para vencer os desafios externos. No entanto, a recíproca não é verdadeira. A felicidade do mundo é passageira e traz alegria passageira. A duradoura mesmo, permanece viva e queimando dentro de cada um que a vivenciou intensamente.

Comprovadamente: dinheiro não traz felicidade! Mas é claro que ajuda a conquistar bastante coisa para nos fazer feliz. Todavia, repito: se esta felicidade não se fizer de dentro para fora, não haverá dinheiro no mundo que lhe traga a alegria almejada. Por isso, valorize os momentos com quem ama, elogie francamente, perdoe-se mais, observe os detalhes que a natureza oferece gratuitamente, não coma apenas para satisfazer uma necessidade fisiológica, mas procure saborear o alimento, seu tempo, aroma e paladar único.

Deus não poderia ter encontrado outro lugar no mundo para fazer morada: distante de tudo e todos que não sabem o caminho para encontrá-lo, mas perto o suficiente para viver conosco o dia a dia e nos tornar a sua imagem e semelhança: abra o coração e encontre-o, junto com a sua felicidade e as suas realizações. Aí estará a sua inteligência intrapessoal.

Podemos ajudá-lo a desenvolver esta inteligência! Faça de sua equipe um time vencedor e mais produtivo. Mantenha contato conosco e saiba mais detalhes: http://adilsonmartins.com.br/contato/