Arquivo anual 2019

porAdilson Martins

Falta de empatia: a frieza do caos contemporâneo

Nos idos tempos do ano 2001, o Jornalista Gilberto Dimenstein afirmara que o mal do século era o excesso de informações recebidas pelo ser humano. E não é que este “mal” cresceu mais?Receber uma batelada de informações, sem saber escolher dentre o universo frutífero de escritores, pensadores e pseudojornalistas que possuem o dom de transformar pesadelos da ficção em caos contemporâneo real ou maximizar uma “tempestade que inunda os copos d’água” das redações brasileiras, é tarefa árdua para quem ainda se arrisca a ler editoriais e/ou notícias de capa nos periódicos nacionais.Sabiamente, Mário Sérgio Cortella, professor, filósofo, palestrante e digno de alguns dezenas de adjetivos, declarou que diante o conceito de “navegar”, ou seja, buscar por novas terras, novos povos e novas culturas, hoje sinônimo de realizar buscas pela Internet, o ser humano acaba por “naufragar”, diante o mar de informações, sem saber quais terras, quais povos e quais culturas investigar para tornar essa informação, de fato, em conhecimento.Incrível como o lançamento de livros didáticos e literaturas fantásticas causam o fechamento de gigantes da indústria livreira, tornando à opção de sobrevivência o fornecimento de arquivos para leitores digitais (Kindles) ou ainda comércio pormenorizado financeiramente de PDFs para base de “copia e cola” dos espertos compositores de trabalhos acadêmicos/escolares. Mas, os sábios leitores ainda valorizam uma boa obra impressa, saboreando desde o cheio do papel, ao virar de uma página para inserção do marcador de leitura.O pior, é que este excesso de informação, não consegue gerar o conhecimento necessário na escala de aprendizagem (Nonaka e Takeushi), quiçá beirar à nobreza da sabedoria, que é colocar em prática o conhecimento a melhorar a vida de seu entorno social, escolar e familiar. Seria o mesmo que saber tanto que voltamos a descobrir que não sabemos nada? Espero que não seja bem assim! Lamentável ver alunos saindo da escola aos gritos, empurrando colegas e bradando palavras que no meu tempo eram (e ainda hoje é) abominareis, sem que as informações lhe formassem o conhecimento necessário para comportar-se como ser humano, como ser civilizado, como um ser evoluído.Um desafio se avizinha – silenciosamente: a Quarta Revolução Industrial. Com ela, a Inteligência Artificial promete transformar esses dados em informações úteis para tomada de decisão e num tom de submissão, o “conhecimento das máquinas” tornará o homem o seu seguidor-dependente se o homo-sapiens não aprender logo a interagir com a sua maior riqueza: a empatia – sentimento nobre de relacionamento interpessoal e intrapessoal (GARDNER, 1983).A frieza vista em noticiários sobre mortes, acidentes, catástrofes ou involução humana torna-se paisagem aos olhares urbanos, cheios de informação e vazios de empatia. Não há mais cultura de sentimento para refletir na simpatia, borbulham-se na antipatia, as pessoas passam a achar tudo chato, em meio a tantas opções, porque não sabem o que buscar, daí o naufrágio em sua psique, a perda de agentes motivadores internos e o pensamento de que “esse mundo não tem mais jeito”. Esta piscina de depressão está cheia de apatia, mas muito preferem afogar-se a alcançar a boia do amor, da compreensão, da tolerância, da paciência.Para sobreviver a este caos e potencializar as oportunidades pessoais e profissionais é preciso virar a chave do conhecimento intrapessoal, compreender o que há por trás da existência humana e saber posicionar-se para pescar a imensa torrente de conveniências que ainda existam e estão por vir. Como? Não achando tudo normal, sendo incansável na busca do conhecimento, pesquisa e acima de tudo, acreditar que o processo de lapidação do caráter humano é a razão maior de entregarmos ao nosso ente Criador, um espírito bem melhor daquele que foi concebido para evoluir, destacando-se frente ao tsunami de informações contemporâneas, sabendo extrair o néctar do saber e não sendo mais um na multidão a reclamar. A empatia é e será o poder diferenciador dos seres humanos que ainda acreditam que é possível existir felicidade neste mundo e harmonia entre os seres.

porAdilson Martins

A dificuldade em olhar para dentro de si!

Desde o nosso nascimento somos tocados pela curiosa fantasia do mundo exterior. Crescemos, estudamos e vivemos tentando compreender a imensidão de variedades, formas, cheiros e comportamentos que nos cerca. Uma odisseia em busca da compreensão de como as pessoas se comportam.

Para encontrar as melhores respostas, essa busca é uma experiência que não deve ser realizada de fora para dentro de nosso entendimento. Mas, de dentro para fora. Vamos explicar, calma…

Se você quiser compreender as demais pessoas, necessita compreender-se primeiro, entender quais são as suas virtudes, valores e forças que determinam o seu ser, quem faz de você o que você é hoje. As pessoas que não encontram essas âncoras, despencam no isolamento, solidão e encontram um poço profundo chamado depressão. Conhecer-se, inclusive nas suas limitações, desafios e saber com quem contar para enfrentá-los é o primeiro passo.

Estes saberes não são do século XXI. São milenares e para justificar este artigo, citaremos Sócrates que afirma: “conhece-te a ti mesmo e conhecereis o universo e aos deuses”. Mas, se você preferir uma palavra mais teológica, transcrita da Bíblia Sagrada, em Mateus 7:4-5 que diz “E como podes dizer a teu irmão: Permite-me remover o cisco do teu olho, quando há uma viga no teu? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho, e então poderás ver com clareza para tirar o cisco do olho de teu irmão.”

Às afirmativas do parágrafo anterior, colaboram na resposta ao que estamos fazendo neste mundo: nos lapidando para tornarmos uma criatura melhor, semelhante ao criador, não em aparência, mas em retidão, caráter e amor.

Amar ao próximo é antes de tudo, amar a si próprio. Não é possível querer oferecer às pessoas aquilo que você não tem! Aprenda com a lição da norma aeronáutica: se ocorrer despressurização, cairão máscaras de oxigênio. Coloque-a primeiro em você e depois ajude a pessoa que está ao seu lado. Faça o contrário e você colocará a vida de ambos em perigo.

Tão importante quanto conhecer quais são os seus pontos a serem desenvolvidos é ter a humildade em querer desenvolvê-los. Aceitar que é preciso melhorar, mudar e buscar a evolução. Também é verdade quanto aos pontos fortes: não tenha vergonha, potencialize-os e faça dos seus talentos a alavança que o levará ao sucesso.

Quanto mais olhamos para dentro de nós, buscamos na autoconsciência as respostas de nossos problemas, meditamos, oramos e encontramos o autocontrole, mais força teremos para vencer os desafios externos. No entanto, a recíproca não é verdadeira. A felicidade do mundo é passageira e traz alegria passageira. A duradoura mesmo, permanece viva e queimando dentro de cada um que a vivenciou intensamente.

Comprovadamente: dinheiro não traz felicidade! Mas é claro que ajuda a conquistar bastante coisa para nos fazer feliz. Todavia, repito: se esta felicidade não se fizer de dentro para fora, não haverá dinheiro no mundo que lhe traga a alegria almejada. Por isso, valorize os momentos com quem ama, elogie francamente, perdoe-se mais, observe os detalhes que a natureza oferece gratuitamente, não coma apenas para satisfazer uma necessidade fisiológica, mas procure saborear o alimento, seu tempo, aroma e paladar único.

Deus não poderia ter encontrado outro lugar no mundo para fazer morada: distante de tudo e todos que não sabem o caminho para encontrá-lo, mas perto o suficiente para viver conosco o dia a dia e nos tornar a sua imagem e semelhança: abra o coração e encontre-o, junto com a sua felicidade e as suas realizações. Aí estará a sua inteligência intrapessoal.

Podemos ajudá-lo a desenvolver esta inteligência! Faça de sua equipe um time vencedor e mais produtivo. Mantenha contato conosco e saiba mais detalhes: http://adilsonmartins.com.br/contato/